quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Perfil da Google

No seguimento do post anterior (23/10) impõe-se divagar um pouco mais sobre o domínio da Google sobre a Internet, algo que emerge como facto real e inegável. E se ainda lhe restam dúvidas aqui vão os factos:

O grande voyeur
A começar pelo motor de busca e passando por tantos outros serviços, como o caso do Gmail, a Google detém mecanismos que lhe permite conhecer-nos, a todos nós que diariamente navegamos na Web. A Google reúne uma imensa base de dados, que permite conhecer o que utilizador, desde o que este quer, até ao que ele gosta, ouve, lê, come, bebe ou compra. Senão pense: há milhões de pessoas que passam diariamente pelo portal do Google.com e depositam naquela caixinha de pesquisa as suas aspirações, desejos e esperanças. Isto resulta num banquete de informações, que permite à empresa conhecer o que fazemos quando navegamos na Web, permitindo-lhe traçar um perfi fiel do utilizador. Assim, melhor do que qualquer organismo o Google integra as ferramentas essenciais para diagnosticar o mercado. Em consequência, o Gooogle sabe precisamente o que queremos, procuramos ou esperamos. Algo que é expressivo; senão refira-se o Google Zeitgeist, que semanalmente apresenta os temas mais procurados em todo o mundo.
Parte essencial de quem somos reflecte-se nos passos que damos na Web. Aí evidenciamos muito de nós, das nossas necessidades e desejos, através das conversas e pesquisas que efectuamos. Toda esta informação armazenada permite à Google um conhecimento profundo do nossas percepções e comportamentos. A Google conhece-nos, é facto, e com essa informação sabe exactamente em que "botões carregar" para nos cativar.
Na minha opinião, mais do que no facto de ter os profissionais mais competentes ou os maiores génios de informática, o poder da Google reside no conhecimento do que as pessoas querem e precisam. Este conhecimento confere-lhe uma assinalável vantagem, de tal forma que consegue até mesmo antecipar necessidades dos consumidores ainda não manifestadas. Nesta lógica, tal como afirmei num post anterior, os produtos da Google muito provavelmente estão talhados para o sucesso.
Toda esta imprescindível informação sobre o consumidor seria uma "galinha de ovos de ouro" para as empresas e para as marcas, pois permitir-lhes-ia alinhavar as necessidades diagnosticadas com as suas estratégias, potenciado assim o êxito destas. Senão repare, a empresa que iria lançar um perfume saberia de antemão quais as fragrâncias preferidas dos consumidores, quais as suas preferências em termos do design e da embalagem e, ainda, onde este gostaria de ver disponível o produto e qual a forma de pagamento mais conveniente.


Gmail e Orkut
Todas as mensagens que enviamos e recebemos, através do Gmail e a informação pessoal que debitamos no Orkut é armazenada nos servidores da Google, o que faz com que as nossas pesquisas sejam mais precisas, porque o Google sabe exactamente o que nos interessa. Isto permite ainda apresentar nas páginas de pesquisa anúncios à medida das nossas necessidades e interesses, o que aumenta a probabilidade de clicarmos na publicidade, e é daí que resulta 99% das receitas da Google.


Os media que se cuidem
A criação do Google News inaugurou a concorrência da marca com os media convencionais, de tal forma que já não é necessário recorrer a um jornal impresso para ter acesso a informação actualizada. O serviço de notícias da empresa está a revolucionar o segmento dos media, pois disponibiliza notícias actualizadas para "todos os gostos", englobando peças informativas de diversos sites. Por tudo isto me parece irónico que os media atribuam tanto destaque ao Google e às suas "conquista", aumentando a sua porpularidade. Aliás, não me parece muito inteligente dar tamanha visibilidade a um concorrente directo, com potencial para transformar os paradigmas actuais da comunicação social.
Além do Google News rumores dão conta que a marca se prepara para lançar uma agência de comunicação. Repito, os media que se cuidem e neste caso, muito em particular, a Reuters e a AFP (Agência de Notícias France Press que em 2005 processou o Google News por violação de direitos de autor).


Apesar do seu estrondoso sucesso nem tudo "são rosas" e a Google têm-se debatido, progressivamente com graves acusações, motivadas por questões relacionadas com a privacidade dos utilizadores e com o potencial de se tornar numa empresa com uma posição dominante. Face a estes pretextos não passa um dia sem que surja uma nova teoria da conspiração envolvendo a Google. Aquela que é vista como a "menina bonita" da Internet corre um sério risco de rejeição sendo que, em certa medida, emerge um sentimento anti-Google, são muitos os que lhe rogam pragas e alguns media organizam-se para fazer face ao seu poder mas, pelo menos por enquanto, apenas lhe fazem sombra...
A velocidade de crescimento da Google através das criações ou aquisições (Se não cria, compra!) e a sua propensão para o monopólio, motiva pânico similar e adversidades equivalentes que a Microsoft gerou ao longo dos anos.
A estas "dores de crescimento" acrescentam-se as suspeitas de eventuais favorecimentos dos resultados que a afectam. Apesar da questão da ética ser um dos enfoques da filosofia corporativa, é certo que poderá significar pouco. No entanto, ingenuidade minha ou não, não me parece que uma marca que goza de tamanha popularidade ponha em questão a sua credibilidade, sob pena de colocar em questão a sua longevidade.
Peripécias à parte, é um facto inegável que a Google se afirma, progressivamente como uma das marcas mais poderosas do mundo sendo, também a que tem maior potencial de crescimento. Durante a sua curta existência a Google superou todas as expectativas e num futuro próximo não é previsível que nenhuma outra empresa coloque em questão a sua primazia na Internet.

O que lhe reservará o futuro?

Objectivo Real - A implantação no mercado chinês está sem dúvida na mira da Google, pois não só este é o mercado onde a economia cresce mais rápido, como também é onde existem mais 100 milhões de utilizadores da Web.

Especulação - Há muitos que prevêem que, nos anos vindouros, a rivalidade assumida com a Microsoft irá conhecer novos contornos. No caso, suspeita-se que a Google prepara o lançamento de um sistema operativo. Todavia, pelo menos por enquanto, tal cenário não passa de uma mera especulação.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

O Google, daqui a 15 anos

O fórum americano FARK lançou um tópico com a seguinte questão: Google (ou buscas no google), 15 anos no futuro, mais de 200 sugestões foram admitidas a votação. Exponho aqui algumas das mais caricatas:








Só para esclarecer, no cartaz pode-se ler a seguinte mensagem: "Will perform search for food".

Como tudo começou...a dar muito dinheiro!

Era uma vez,
"Antigamente", nos mais simples e inocentes meados dos anos 90, não era dada importância ao mercado das pesquisas online, como se percebeu pelas afirmações do estudioso Piper Jaffray's Safa Rashtchy, num relatório de investigação em Março de 2003. Segundo ele este seria um serviço da Internet como outro qualquer, por isso o melhor seria utilizar o sistema em outsource para outra empresa.
O Overture mudou isso tudo. Ao vender os direitos de uma pesquisa na Web para determinada palavra baseada num sistema de “cost-per-click”, esta empresa abriu a caixa de Pandora do lucro. A ideia fazia sentido: se você estivesse no mercado de raquetes de ténis e escrevesse “raquete de ténis” num motor de busca para comparar os produtos, uma lista de vendedores que acompanhasse os resultados da pesquisa seria provavelmente bem-vinda. Esses vendedores iriam querer a sua atenção e iriam competir economicamente entre si para a conseguirem. Quanto mais lucrativas as palavras, mais dispendioso seria para aparecerem no topo da lista numa página de resultados.
Construindo um melhor motor de busca atrair-se-ia uma maior audiência e, por conseguinte, haveria a possibilidade de se aumentarem as taxas cobradas. A visionária Google cedo se juntou à Overture .
Rashtchy estimava que a indústria da pesquisa online iria atingir cerca de 7 biliões de dólares em lucros em 2007, crescendo cerca de 35% por ano. Tais números atraíam muita atenção. Em 2003, a Yahoo!, que estava a utilizar a Google como fonte externa para o seu motor de busca, queria entrar em acção e pagou 1.63 biliões de dólares para comprar o Overture. Em Março de 2004 a Yahoo! deixou a Google e passou a utiliza exclusivamente o Overture, declarando oficialmente guerra à esta. Entretanto, rumores surgiram que o gigante adormecido - a Microsoft – tentou uma “facada” sem sucesso ao tentar adquirir a Google, e passou a utilizar os seus recursos “quase infinitos” para melhorar o seu próprio motor de busca.
A Google passou a rivalizar também a Yahoo! e a Microsoft no negócio do correio electrónico, oferecendo uma capacidade de armazenamento inédita (Gmail).
Também houve pressão de outros lados. As acções do motor de busca Mamma.com dispararam em 16 de Março de 2004 quando se descobriu que o bilionário da Internet Mark Cuban comprou 6.3% das acções da empresa. E não nos esqueçamos do Ask Jeeves que passou em pouco tempo de uns tostões para mais de 40 dólares por acção.
Para afastar antigos pretendentes do trono do mercado das pesquisas, a Google planeou e efectuou uma oferta pública inicial. A empresa, que inicialmente guardava para si quaisquer detalhes a nível financeiro, revelou a sua dimensão.
E a partir daí é a história que todos conhecemos...

A Google conhece-me melhor que a minha própria mãe?

Uma página básica com uma marca com o logo infantil e um pequeno espaço para uma linha de texto é a expressão, hoje em dia, do que existe de mais bem sucedido no mundo das marcas. A comprová-lo está o Financial Times que, através do estudo "Brandz - Top 100 Most Powerful Brands" (2007), demonstra a clara supremacia da marca Google a nível mundial.
A marca Google foi avaliada em 66, 4 biliões de dólares, sendo uma marca que teve um crescimento na ordem dos 77%.
Se dúvidas as havia, aqui fica evidenciado o poder extraordinário da Google, que de um mero motor de busca passou a deter um império ao nível tecnológico com ramificações para diversas áreas de negócio.
Indubitavelmente, esta é uma marca que goza de um amplo reconhecimento global, mesmo para quem não seja utilizador da Internet, certamente já ouvi falar ou viu o logo da marca. Se a Microsoft é sinônimo de software, a McDonalds sinónimo de fast-food ou a Gillette é o nome que se dá a qualquer barbeador, então a Internet é Google. Progressivamente esta lógica é rainha, pois nenhum dos concorrentes directos como, no caso, a Yahoo! (2º lugar no NetRating/Nielsen) ou o MSN (3º lugar no NetRatings/Nielsen) apresentam índices de competitividade que possam desafiar a primazia da Google na web.
A simplicidade e a eficiência são os traços dominante desta história de sucesso, que se prepara para conhecer novos desenvolvimentos com o lançamento de novos produtos e serviços muito certemente destinados ao sucesso, como é o caso do Google Phone (apresentado num post anterior - 29/08). Outro factor prevalente para o êxito da Google é a criação do PageRank pelos seus fundadores, que consiste num algoritmo de pesquisa, passível de englobar muitos mais sites e que apresenta, em primeiro lugar, os sites mais citados noutras páginas, tornando as pesquisas mais eficientes.
Assim, o que começou por ser um motor de busca é hoje muito mais que isso. É um programa que permite aceder a imagens terrestres de todo o mundo (Google Earth); é um serviço revolucionário de email (Gmail); é uma funcionalidade que permite fazer pesquisas em livros em formato digital (Google Book Search), um serviço de chat instantâneo (Google Talk); um serviço actualizado de notícias de milhares de sites (Google News) e muito, muito mais. De facto a era da Internet é um universo Google, que pelo vistos tem tendência a crescer.
Todavia, nem só de conquistas se escreve a história do Google pois, progressivamente, se tem debatido com problemas e acusações de má fé relacionadas com a propensão para o monopólio e com a privacidade dos seus utilizadores. Estas questões, além da concorrência com a Microsoft, são certamente os maiores desafios que marca enfrenta e irá continuar a enfrentar no futuro. Tal como aconteceu com a Microsoft, emerge um sentimento anti-Google, pois para muitos é claro que a Google caminha para se tornar uma segunda Microsoft, relativamente à questão do monopólio, o que tem motivado diveras teorias da conspiração. ( E os senhores da Microsoft agradecem por, neste sentido, as atenções se estarem a desviar deles para a Google.)
Next Big Brother - Transformar-se de "menina bonita" da Internet a Big Brother, capaz de conhecer todos os nossos passos online, é uma evidência que tem gerado críticas e dissabores para a Google. É de tal forma intrusiva a auscultação dos momentos online, que já admito que a Google conhece melhor os utilizadores que as suas próprias mães. Afinal sabe o que as pessoas gostam, o que elas ouvem, comem, bebem e lêem. E, em muitos dos casos, sabem-no quando, como e onde.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Motor de busca - Concorrente

MSN ou Microsoft Service Network é, como a tradução à letra indica, uma rede de serviços oferecidos pela Microsoft, que integra as estratégias do gigante da informática, no que diz respeito às tecnologias da Internet.
O Microsoft Network,criado em 1994 para os utilizadores do Windows 95, foi primariamente concebido para ser um grande BBS (Bulletin Board System) , ou seja um sistema informático, um software que permitiria a ligação via telefone a um sistema através do computador do utilizador, permitindo-lhe interagir com este, tal como hoje acontece com a Internet. Bill Gates, contrariamente à grande tendência da época, afirmava que a Internet não "passava de uma questão de moda" e que os grandes serviços online eram o futuro das conexões caseiras entre computadores pessoais, devido ao grande sucesso que era a America Online e a Compuserve. Entretanto, a baixa demanda fez com que o MSN se convertesse num ISP (Internet Service Provider - Serviço Acesso à Internet) distribuíndo conteúdo exclusivo para assinantes. Após 1997 o conteúdo começa, gradualmente, a ficar disponível para todos os assinantes.
Em 1996 confirmou-se que o MSN não conseguia vencer a concorrência, ficando atrás de alguns dispositivos de pesquisa que nem sequer existem actualmente. O ano de 1997 fica marcado pela grande campanha de marketing da Microsoft nos EUA e na Europa, que resulta na angariação de milhões de assinantes e posiciona o MSN no 6º lugar dos ISP, nos EUA. Em 1998 esta campanha é integrada no lançamento do Windows 98, contudo não alcança o mesmo que o do ano anterior. Em 1999, na Inglaterra, o MSN Inglês consquistara o primazia europeia no que diz respeito a ISP. É nessa altura que o foco do MSN muda para os portais.
O ano de 2001 fica marcado pela aguerrida campanha da Microsoft para promover o MSN Messenger, que era uma reprodução do já existente ICQ (programa de comunicação instantânea pela Internet, este foi pioneiro neste tipo de tecnologia tendo sido lançado em 1997, por uma empresa israelita). A campanha visava atrair, fundamentalmente o público jovem, o que justifica que a MTV tenha sido um dos canais privilegiados para difundir o serviço. Em 2003 o MSN Messenger tornou-se no mais utilizado pelos cibernautas, um sucesso que reflecte o facto de que muitas vezes o MSN é mais reconhecido por esta funcionalidade, do que propriamente por ser um motor de busca. Ainda em 2001 é introduzido o MSN Explorer, um browser baseado no Internet Explorer, visualmente mais apelativo para o público e com fácil acesso aos serviços do portal MSN.com, por forma a incentivar o seu uso. Apesar deste ter sido incorporado no Windows XP até 2002, actualmente foi descontinuado.
Em 2002 a Microsoft fez uma tentativa falhada ao tentar introduzir o MSN 8.0 como um software que englobasse o acesso rápido e expandido a todos os serviços mediante uma assinatura, no entanto esta estratégia não obteve qualquer sucesso. Em consequência, em 2003, esta iniciativa foi abandonada e o domínio MSN.com foi consagrado para o serviço de email gratuito, o Hotmail.
Mais recentemente o portal MSN (Microsoft Network) lançou o MSN Soapbox para rivalizar com o YouTube e, de modo, a disponibilizar acesso aos vídeos inseridos pelos próprios utilizadores. A maioria dos antigos serviços do MSN estão a ser transferidos para a marca Windows Live.
Hoje em dia o MSN ainda mantém grandes portais na Internet integrados pela tecnologia Net Passport, concentrando mais de vinte milhões de páginas. Através deste conglomerado de sites (que integra tudo da Microsoft até ao seu site corporativo) a marca ocupa o 3º lugar no ranking dos motores de busca mundiais (dados de Agosto de 2007 da Nielsen/NetRatings), sendo número dois em número de acesso nos EUA.

Exemplo de alguns dos serviços mais destacados do MSN:


CarPoint - Compra e venda de veículos
Cinemania - Portal de cinema
Encarta - Enciclopédia
Expedia - Agência de viagens
MSNBC - Serviço de notícias
MSN Gaming Zone - Jogos online
MSN Messenger - Chat instantâneo
MSN Soapbox - Partilha de vídeos
MSN Spaces - Rede social
Slate - Revista electrónica
The Plaza on MSN - Shopping

Motor de busca - Concorrentes

A história deste motor de busca começa por obra de um acaso, em 1994, quando dois estudantes, candidatos a doutoramento em engenharia eléctrica, na Universidade de Stanford, iniciam como hobby a listagem dos seussites preferidos da Internet. Os estudantes eram David Filo e Jerry Yang que foram desenvolvendo o seu passatempono campus da própria universidade, dedicando mais tempo a este do que aos estudos e para espanto de ambos este meroentretenimento culminou num dos negócios mais extraordinários da Internet. O conceito da Yahoo! começou de forma simples - como a lista de links favoritos estava enorme, os dois estudantes resolveram dividi-la em categorias e depois em sub-categorias. Estava assim dado o mote para o Yahoo!. Inicialmente o site foi denominado de "Jerry´s Guide to the World Wide Web", mas pouco tempo depois iria ser substituído por Yahooque significa "Yet Another Hierarchical Officious Oracle", porém os seus criadores reclamam que o nome foi escolhido devido à sua definição geral, no caso expressão para entusiasmo. Desde logo o sucesso estava talhado para esta marca, sendo que no primeiro ano de existência o site ultrapassou a barreira de um milhão deacessos diários. De modo a potenciar o negócio, a empresa contratou profissionais experientes para aperfeiçoar, ainda mais, o serviço. A partir desse momento (1996) começaram a surgir outros serviços como o Yahooligans! e o Yahoo! torna-se mais global com o lançamento do Yahoo! Japão, Canadá,Reino Unido, Alemanha e França. Nesse ano, de 1996, é difundido a primeira campanha televisiva da marca, com um slogan publicitário que ficariafamoso: "Do you Yahoo!?". Em 1997, com a aquisição do RocketMail, o Yahoo! lança o Yahoo!Mail. Em Novembro desse ano atinge os 25 milhõesde utilizadores, transformand-se no site mais visitado do mundo. Ainda nesse ano surge o Yahoo!Sports, o Yahoo!Travel, o Yahoo! Classifieds e oYahoo!Chat. De 1997 até 1999 o Yahoo! "invade", definitivamente os cinco continentes com a criação de inúmeros sites oficiais nacionais e, nesse último ano é, ainda, criado o Yahoo!Messenger. O ano de 2001 assinala a aquisição do HotJobs e a criação do Yahoo!Groups. Após a aquisição do Inktomi em 2003, o Yahoo! passa a desenvolver a sua nova tecnologia de pesquisa, a qual foi lançada em Fevereiro de 2004.

2005 foi o ano de lançamento do Yahoo!Podcast.Em 2006 a consultoria britânica InterBrands identificou que somente a marca Yahoo! estava avaliada em 4.54 bilhões de dólares, ocupando a 61ª posição no ranking das marcas mais valiosas do mundo. Todavia, contrariamente ao sucesso inicial, nos últimos anos a Yahoo! tem perdido competitividade no segmento dos motores de busca, algo que é expressivo nos últimos dados Nielsen/NetRatings de Agosto deste ano, os quais demonstram a óbvia supremacia da Google sobre a Yahoo:

Top 10 Search Providers by Searches, August 2007

Provider Searches Share of Total Searches (%)
1º Google 4,199,495 53,6%
2º Yahoo 1,561,903 19,9%

Motores de busca - O que são?


Um motor de busca é um website especializado em pesquisar e indexar páginas da Internet a partir de palavras-chave indicadas pelo utilizador.
Este dispositivo de pesquisa surgiu logo após o surgimento da Internt, com pretensão de prestar um serviço de extrema importância: a busca na web
da informação pretendida pelo utilizador, assim, desde o início, a intenção era a de apresentar resultados num breve espaço de tempo, de forma organizada e com eficiência. Diversas empresas começaram a operar em função deste pressuposto básico, acabando por gerar negócios de milhões de dólares. Entre as maiores do segmento encontram-se o Google, o Yahoo, o MSN, o Altavista e o Lycos.
A história dos motores de busca começa com aqueles que se baseavam na indexação de páginas através da sua categorização, tal como o Yahoo. Posteriormente surgiram as meta-buscas. Actualmente a nova geração de motores de busca, como o Google, utiliza variadas tecnologias como a procura por palavras-chave directamente nas páginas e o uso de referências externas espalhadas pela web, viabilizando até a tradução directa de páginas para a língua do utilizador. Além da pesquisa na web, o Google permite ainda a pesquisa dentro de um site.

Existem variados dispositivos de pesquisa:

Motores de busca globais pesquisam todos os documentos na rede e a apresentação de resultados é aleatória, dependendo do ranking de acesso aos sites. as informações podem referir-se a qualquer tema. Exemplos dos mais populares: o Google, o Yahoo e o MSN.

Motores de busca verticais realizam pesquisas "especializadas" em bases de dados próprias de acordo com as propensões. Geralmente, para estar incluído neste tipo de motores de busca é necessário pagar uma mensalidade ou um valor por clique. Deste género é exemplo o Sapo.

Guias locais tal como o nome indica são exclusivamente locais ou regionais. As informações referem-se a endereços de empresas ou prestadores de serviços. É dada prioridade ao resultado em função do destaque de quem contrata o serviço. Normalmente são registos e publicações pagas. É indicado para profissionais e empresas que desejem oferecer os seus produtos ou serviços numa região ou cidade.

Directórios de websites são índices de sites, normalmente organizados por categorias e sub-categorias. Têm como principal finalidade permitir ao usuário encontrar rapidamente os sites que deseja, através da pesquisa por categorias, e não por palavras-chave. Estes directórios geralmente possuem um sistema de pesquisa interna, que serve para que os utilizadoes possam encontrar sites dentro do seu próprio índice. Os directórios podem estar categorizados a nivel regional, nacional ou global, e até mesmo especializados em determinado assunto.

domingo, 21 de outubro de 2007

Vocabulário de Glooglers

Googlear – Acto de pesquisar no motor de busca Google.
GooglePlex – é a sede da Google, em Mountain View – Califórnia
PageRank – Algoritmo responsável por determinar a relevância ou importância de uma página. Logo, quanto maior for o PageRank de uma página, maior será a possibilidade de aparecer no topo das pesquisas. O termo PageRank teve origem no nome de um de seus fundadores, Larry Page.
Google Dance – Tempo necessário para que todas as páginas indexadas pelo motor de busca sejam actualizadas. Estima-se que em aproximadamente um mês, todas as páginas indexadas pelo Google são revistas e actualizadas.
Google Bomb – Inserção de posts que intencionalmente contêm uma série de palavras ou frases susceptíveis de atrair visitas através de motores de pesquisa como o Google. Um exemplo é o termo "miserable failure", que aponta como primeiro resultado para a biografia oficial de George W. Bush.KiloGoogle – Medida referente a cada 1000 resultados obtidos no Google para um determinado termo.
Google Doodle – Ocasião em que a home do Google recebe logos comemorativas. Algo que acontece nas principais datas do ano. Todas as logos comemorativas são feitas especialmente por Dennis Hwang, um Webdesigner de 23 anos, e podem ser encontradas na página Google Holiday Logos.
Backrub – Nome inicial dado ao projecto de busca de Larry Page e Sergey Brin, enquanto frequentavam a Universidade de Stanford.
Crawler – É o sistema responsável pela indexação de todo o conteúdo da web. O Googleblot é um dos mais eficientes Crawler's da Internet. Só para ter uma ideia, aproximadamente 4 dias depois de uma matéria ser publicada num site já é possível encontrá-la no Google. UnGoogleables - Pessoas que o Google não encontra. São indivíduos que têm uma vida normal e usam a internet, mas não deixam qualquer rasto online e não são localizáveis pelo Google.

sábado, 20 de outubro de 2007

Filosofia da Google

"O motor de busca perfeito", segundo o co-fundador da Google, Larry Page, "deverá compreender exactamente o que pretendes e dar-te em retorno exactamente o que queres". Tendo em conta o estado actual do mercado dos motores de busca, esse ainda é um objectivo distante, uma visão que requer pesquisa, desenvolvimento e inovação, para que possa ser concretizado. O Google está empenhado em perseguir esse objectivo. Apesar de ser reconhecida como a companhia líder na tecnologia de pesquisa online, a nível mundial, a Google tem por objectivo elevar a fasquia, aperfeiçoando os serviços que disponibiliza a quem procura informação. Para que isto aconteça a companhia continua a inovar de forma persistente e continuada e supera os limites da tecnologia actual, de modo a fornecer um serviço mais rápido, eficiente e de fácil uso, que pode ser utilizado em qualquer parte do globo. Para compreender melhor as energias que movem esta marca surpreendente, é útil expôr os motivos, através dos quais, a companhia ajudou a redefinir a forma como os indivíduos, os negócios e os técnicos olham para a Internet.

10 Linhas mestras da Google

1. "Foca as necessidade do indivíduo e tudo se compõe"
Desde o início o Google focou os seus esforços em garantir ao usuário a melhor experiência possível. Muitas empresas afirmam colocar o enfoque no consumidor, todavia, poucas conseguem resistir à tentação de fazer pequenos sacrifícios em função de aumentar o valor para o accionista. A Google estabeleceu como política de marca a recusa de fazer qualquer alteração que não se traduza num benefício para o utilizador. Ao colocar os interesses dos utilizadores em primeiro lugar, a Google construíu uma audiência fiel na 'web'. De tal forma, que o seu progresso advêm da difusão 'mouth to mouth', motivada pelas experiências satisfatórias dos usuários, ao invés de campanhas publicitárias televisivas.

2. "O melhor é fazer uma tarefa realmente bem feita"
A Google faz pesquisa, é esta a pedra-de-toque da sua actuação de negócio. Apoiada por um dos maiores grupos de investigação do mundo e com o foco, exclusivamente em soluccionar problemas de pesquisa, a marca continua a ultrapassar os limites tecnológicos, resolvendo problemas complexos e apresentando aperfeiçoamentos contínuos para um serviço que já é considerado o melhor existente no mundo. A dedicação em melhorar o motor de busca permitiu aplicar esses conhecimentos a outros produtos incluíndo o Gmail, o Google Desktop e o Google Maps.

3. "Rápido é melhor que lento"
A Google acredita na satisfação instantânea, na lógica do: "Você quer respostas e quere-as agora. E quem somos nós para contestar isto". Google é a única empresa do mundo que afirma que o seu objectivo é que os utilizadores saiam do website o mais rápido possível. Garante que tem a obsessão em anular os desperdícios e aumentar a eficiência dos resultados que apresenta. Ao invés de apoiar a sua estratégia de gerir a informação massiva em grandes servidores, a Google descobriu que os PC's ligados em rede seria a solução mais rápida. A Google tem ultrapassado os limites e, cada vez mais, apresenta resultados mais rápidos e eficientes.

4. "A democracia funciona na web"
A Google funciona porque depende nos milhões de indivíduos que colocam links nos sites, ajudadando a determinar quais outros sites oferecem conteúdo de valor. A Google avalia a importância de cada página da Internet através de várias técnicas, incluindo o seu patenteado algorítmo PageRank, que analisa quais os sites que foram mais "votados" como as melhores fontes de informação na Internet. Esta técnica de facto melhora com o crescimento da Web, sendo que cada site novo é mais um ponto de informação e outro voto para ter em conta.

5. "Não precisa de estar na sua secretária para precisar de uma resposta"
Este mundo é progressivamente móvel e contrário a estar constrangido a uma localização fixa. Seja através dos PDA's, dos telemóveis ou até mesmo dos automóveis, as pessoas querem que a informação venha até elas. As inovações da Google nesta área incluem o Google Number Search, que reduz o número de vezes necessárias de teclar para encontrar informação a partir de um telemóvel com acesso à Internet e ainda um sistema de tradução "on-the-fly" (que não necessita de suporte de gravação dos dados) que converte páginas HTML para um formato que pode ser lido pelos browsers dos telemóveis. Este sistema abre bilhões de páginas em aparelhos que de outra forma não conseguiriam aceder, incluindo Palm PDAs e o japonês i-mode, J-Sky, e dispositivos EZWeb. Onde quer que a pesquisa seja provável ajudar os usuários a obter a informação que procuram, a Google abre caminho a novas tecnologias e oferece novas soluções.

6. "É possível fazer dinheiro sem fazer o mal"
A Google é um negócio. O retorno que a empresa gera é resultado da oferta que proporciona a outras companhias em termos de tecnologia de pesquisa e da venda de espaço de publicidade na web. Todavia, a Google não permite que publicidade seja aprsentada nas páginas dos resultados, a não ser que esta seja relevante para a página de resultados na qual foi apresentada. Neste sentido, a Google acredita que a publicidade poderá fornecer informação útil se, e apenas se, esta for útil para a pesquisa que foi efectada. A Google provou ainda que a publicidade pode ser eficiente sem ter que ser necessariamente 'flashy'. A empresa não aceita publicidade que interfere com a abilidade dos utilizadores em visualizar os conteúdos da pesquisa. A publicidade no Google está sempre claramente identificada como "Sponsored Link". Este aspecto é um 'core value' da Google que garante que a integridade dos resultados não fique comprometida. A Google garante que nunca manipulou os 'rankings', de forma a que os seus parceiros elevassem os seus resultados de pesquisa, esta conduta ética é um dos compromissos da marca. Assim, ninguém poderá comprar melhores resultados no 'PageRank'. Os usuários acreditam na objectividade da marca e por isso esta recusa-se a a quebrar esta confiança, seja qual for o custo.

7. "Há sempre informação algures"
A partir do momento que a Google passou a indexar na Internet mais páginas HTML que qualquer outro serviço de pesquisa, os seus engenheiros viraram a atenção para a informação que não estava tão prontamente acessível. Às vezes era apenas uma questão de integrar novas bases de dados, como adicionar um número de telefone, procurar um endereço ou criar um directório empresarial. Outros esforços necessitavam de um pouco mais de criatividade, como adicionar a funcionalidade de pesquisar biliões de imagens e criar uma forma de visualizar páginas que tinham sido criadas originariamente como ficheiros PDF. A popularidade dos resultados em formato PDF levou a que expandissemos a lista de tipos de ficheiros procurados para incluir documentos criados em vários formatos como o Microsoft Word, Excel e PowerPoint. Para os utilizadores de wireless, a Google desenvolveu um meio único de traduzir os ficheiros HTML num formato que pudesse ser lido por equipamentos móveis. A lista não acabará por aqui, já que os investigadores da Google continuam a procurar maneiras de levar toda a informação do mundo aos usuários que procuram respostas.

8. "A necessidade de informação ultrapassa todas as barreiras"
Desde a sua central na Califórnia, a missão da marca é a de facilitar, para todo o mundo, o acesso à informação, por isso detém escritórios em todas as partes do globo. Para atingir essa finalidade mantém dezenas de domínios na Internet e serve mais de metade dos seus resultados para utilizadores fora dos EUA. Os resultados de pesquisa podem ser restringidos a páginas escritas em mais de 35 línguas, de acordo com as preferências do utilizador.

9. "Você poderá ser profissional e sério sem ter que usar necessariamente um fato"
Os fundadores do Google afirmaram por inúmeras vezes que a companhia não é séria em relação a nada, a não ser relativamente à pesquisa. Eles cronstruíram a empresa em torno da ideia de que o trabalho deveria ser desafiante e que esse desafio deveria ser divertido. Com esse propósito,a cultura da Google é diferenciada de qualquer outra e isso não se deve ao facto da decoração original, ou do chef de cozinha da empresa
ter já cozinhado para os "Grateful Dead". Da mesma forma que a Google coloca em primeiro lugar o seu serviço online, a Google Inc coloca os colaboradores em destaque no que se refere à vivência quotidiana nos seus escritórios. É dado ênfase aos resultados atingidos em equipa e há orgulho generalizado nos ganhos concretizados individualmente, os quais contribuem, no final de contas, para o sucesso geral da companhia. As ideias são trocadas, testadas e postas em práticas a toda a hora. As reuniões que normalmente demorariam horas noutro lugar qualquer, aqui são frequentemente mais uma pequena conversa na fila para almoçar e é curta a distância que separa os que escrevem linhas de código daqueles que passam os cheques. O ambiente de comunicação aberta e continuada existente na Google optimiza a produtividade e a camaradagem alimentada pela consciência de que milhões de pessoas confiam nos resultados da Google. A Google acredita que quando se dão as ferramentas certas a um grupo de pessoas que podem fazer a difença, elas de facto a farão.

10. "Infindável busca pela perfeição"
"Proporciona sempre mais do que aquilo que é esperado". Esta é uma das filosofias que dá o mote a esta marca, que não aceita que ser a melhor é o ponto de chegada, mas sim o ponto de partida. Através da inovação a Google pega em algo que funciona bem e aperfeiçoa-a de forma inesperada. A pesquisa funciona para as palavras bem soletradas, e quanto aos erros ortográficos? Um engenheiro viu aqui uma necessidade e criou um corrector de ortografia que parece ler a mente do utilizador. Demora muito tempo a pesquisar através do WAP do telemóvel? O grupo de investigadores de wireless da marca desenvolveu o "Google Number Search" para reduzir o número de vezes que é necessário teclar para obter uma letra de 3 para 1. O que distingue, no entanto, a Google é antecipar necessidades ainda não articuladas pela sua audiência global, e depois satisfazê-las com produtos e serviços que estabelecem novos standards. Esta constante insatisfação por como as coisas estão é a força motora por detrás do melhor motor de busca do mundo.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

ADN da Google

Missão do Google
Organizar a informação do mundo e torná-la útil e universalmente acessível.

O Google é amplamente reconhecido como o maior motor de busca, a nível universal e, ainda, como um serviço grátis, de uso fácil e simples, capaz de apresentar importantes resultados de busca, numa fracção de segundo.

Cultura da empresa
Apesar do seu rápido crescimento, o Google preserva o sentimento de proximidade de uma pequena companhia. Na central da empresa, o "Googleplex", os colaboradores, de diferentes departamentos e proveniências, juntam-se no café a conversar sobre os mais variados assuntos, como se se trata-se de uma fraternidade.
O Google enfatiza a inovação e o compromisso com uma sábia gestão dos recursos (economia de recursos), minimizando eventuais desperdícios.
No seio desta empresa pouco se pode falar em hierarquia corporativa e todos os colaboradores são multifacetados, revezando-se entre várias tarefas. A título de exemplo: o responsável pela criação dos logos comemorativos da Google, passou uma semana inteira a traduzir todo o site para coreano; o chefe de operações da engenharia é também licenciado em neurocirurgia.
É porque todos terem a consciência, de que desempenham um papel fundamental, para o sucesso da Google, que ninguém hesita em derrubar um administrador da Google, durante uma partida de hóquei.
A política de recrutamento da Google é aguerridamente não discriminatória e favorece a abilidade em detrimento da experiência. O resultado é um 'staff' que reflecte a audiência global, à qual o motor de busca serve. A empresa tem colaboradores de todo o mundo, desde Zurique a Nova Deli. Na empresa em que se falam dezenas de língua a recompensa é o benefício mútuo, por forma a concretizar os objectivos que são, no caso, colectivos e partilhados.

Visão da Google
Através de uma equipa de profissionais de excelência, a Google persegue o compromisso obsessivo de atingir a perfeição do motor de busca.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Googleplex: o emprego mais próximo de não fazer nada

Quem o diz é uma das priveligiadas que lá trabalha, e nós acreditamos. Se não leia.



Assim como o nome Google deriva do termo matemático "googol" (que equivale a um 1 seguido de 100 zeros, ou 1^100), também Googleplex advém de "googolplex" que, neste caso, significa o número 10 elevado a um "googol".
Como é referido na Wikipedia acerca deste conceito: "Se imaginarmos que o conjunto de todas as partículas do Universo é igual a 10 elevado a 80 (10^80; inferior a um googol) podemos perceber o quão enorme é este número. Escrever um googolplex é impossível. Mesmo que se transformasse toda a matéria existente no Universo em tinta de papel não teríamos ainda material suficiente para escrever todos os zeros que ocompõem. Resta a possibilidade de o escrever em bytes."

Aparte de definições matemáticas, Googleplex é a sede da empresa Google. O nome deriva das palavras "Google" e "complex", sendo também uma referência ao "googolplex".

O "quartel-general" da Google fica na morada 1600 Amphitheatre Parkway em Mountain View, Santa Clara, na Califórnia.
Os quatro edifícios que o compõem, totalizando 47,038 m², pertenciam à Sillicon Graphics (SGI) e só foram comprados em 2006 por 319 milhões de dólares.
O complexo inclui ginásio, duas piscinas, campo de vólei de areia, lavandarias grátis, cerca de uma dúzia decafeterias, massagistas, cabeleireiros, creche, entre outras mordomias. E, imagine-se, até tem uma réplica de uma nave espacial - a SpaceShipOne.
Possui ainda um conjunto de painéis solares que se pensa ser o maior nos Estados Unidos.

Os funcionários podem usufruir de trotinetes a motor para se deslocarem dentro do perímetro da empresa! E ainda têm direito a refeições "gourmet" gratuitas, e podem levar os seus cães para o emprego! (por acaso, gatos já não podem).

Como se isto não bastasse, um novo "data center" da Google irá ser agora construido, não na Califórnia, mas na Carolina do Norte: O Googleplex 2. A Google Inc. irá gastar cerca de 600 milhões de dólares para montar esta central e ainda tem planos de construir outra ainda este ano. Já para não falar de outras sedes em Londres e Nova Iorque, por exemplo.



Fontes:
http://www.google.com/corporate/culture.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Google
http://en.wikipedia.org/wiki/Googleplex
http://www.lednerd.com/category/googleplex/
http://www.answers.com/topic/googleplexcat=technology
http://valleywag.com/tech/google/25-things-to-see-at-the-googleplex-before-you-die-234103.php

Acções da Google atingem valor histórico




Após um interregno de cerca de um mês eis-me de regresso com notícias fresquinhas sobre este gigante.
Hoje a Google fixou um valor histórico na bolsa (NASDAQ:GOOG), atingindo o valor máximo de 584.35. A secção de hoje que iniciou com valor de 569.97, terminou nos 582.61.
Mas não fique em euforia e vá a "correr" (no sentido figurado, claro está!) a comprar acções da Google, ou aliás vá. Não sei! Enfim, a decisão é sua. O que pretendo dizer com isto é que lá porque os resultados apresentaram esta interessante subida, essa informação deverá ser gerida com prudência, porque só há um motivo seguro para investir neste "jogo" de risco calculado e esse é: sustentar a decisão de investimento em razões sólidas, ou seja, em projecções que tenham uma grande probabilidade se efectivarem no futuro. Pois lá diz o ditado: "O seguro morreu de velho" e "Mais vale uma pomba na mão, que duas a voar". Bem, e podiamos continuar nisto, mas penso que o essencial ficou compreendido.