No seguimento do post anterior (23/10) impõe-se divagar um pouco mais sobre o domínio da Google sobre a Internet, algo que emerge como facto real e inegável. E se ainda lhe restam dúvidas aqui vão os factos:
O grande voyeur
A começar pelo motor de busca e passando por tantos outros serviços, como o caso do Gmail, a Google detém mecanismos que lhe permite conhecer-nos, a todos nós que diariamente navegamos na Web. A Google reúne uma imensa base de dados, que permite conhecer o que utilizador, desde o que este quer, até ao que ele gosta, ouve, lê, come, bebe ou compra. Senão pense: há milhões de pessoas que passam diariamente pelo portal do Google.com e depositam naquela caixinha de pesquisa as suas aspirações, desejos e esperanças. Isto resulta num banquete de informações, que permite à empresa conhecer o que fazemos quando navegamos na Web, permitindo-lhe traçar um perfi fiel do utilizador. Assim, melhor do que qualquer organismo o Google integra as ferramentas essenciais para diagnosticar o mercado. Em consequência, o Gooogle sabe precisamente o que queremos, procuramos ou esperamos. Algo que é expressivo; senão refira-se o Google Zeitgeist, que semanalmente apresenta os temas mais procurados em todo o mundo.
Parte essencial de quem somos reflecte-se nos passos que damos na Web. Aí evidenciamos muito de nós, das nossas necessidades e desejos, através das conversas e pesquisas que efectuamos. Toda esta informação armazenada permite à Google um conhecimento profundo do nossas percepções e comportamentos. A Google conhece-nos, é facto, e com essa informação sabe exactamente em que "botões carregar" para nos cativar.
Na minha opinião, mais do que no facto de ter os profissionais mais competentes ou os maiores génios de informática, o poder da Google reside no conhecimento do que as pessoas querem e precisam. Este conhecimento confere-lhe uma assinalável vantagem, de tal forma que consegue até mesmo antecipar necessidades dos consumidores ainda não manifestadas. Nesta lógica, tal como afirmei num post anterior, os produtos da Google muito provavelmente estão talhados para o sucesso.
Toda esta imprescindível informação sobre o consumidor seria uma "galinha de ovos de ouro" para as empresas e para as marcas, pois permitir-lhes-ia alinhavar as necessidades diagnosticadas com as suas estratégias, potenciado assim o êxito destas. Senão repare, a empresa que iria lançar um perfume saberia de antemão quais as fragrâncias preferidas dos consumidores, quais as suas preferências em termos do design e da embalagem e, ainda, onde este gostaria de ver disponível o produto e qual a forma de pagamento mais conveniente.
Gmail e Orkut
Todas as mensagens que enviamos e recebemos, através do Gmail e a informação pessoal que debitamos no Orkut é armazenada nos servidores da Google, o que faz com que as nossas pesquisas sejam mais precisas, porque o Google sabe exactamente o que nos interessa. Isto permite ainda apresentar nas páginas de pesquisa anúncios à medida das nossas necessidades e interesses, o que aumenta a probabilidade de clicarmos na publicidade, e é daí que resulta 99% das receitas da Google.
Os media que se cuidem
A criação do Google News inaugurou a concorrência da marca com os media convencionais, de tal forma que já não é necessário recorrer a um jornal impresso para ter acesso a informação actualizada. O serviço de notícias da empresa está a revolucionar o segmento dos media, pois disponibiliza notícias actualizadas para "todos os gostos", englobando peças informativas de diversos sites. Por tudo isto me parece irónico que os media atribuam tanto destaque ao Google e às suas "conquista", aumentando a sua porpularidade. Aliás, não me parece muito inteligente dar tamanha visibilidade a um concorrente directo, com potencial para transformar os paradigmas actuais da comunicação social.
Além do Google News rumores dão conta que a marca se prepara para lançar uma agência de comunicação. Repito, os media que se cuidem e neste caso, muito em particular, a Reuters e a AFP (Agência de Notícias France Press que em 2005 processou o Google News por violação de direitos de autor).
Apesar do seu estrondoso sucesso nem tudo "são rosas" e a Google têm-se debatido, progressivamente com graves acusações, motivadas por questões relacionadas com a privacidade dos utilizadores e com o potencial de se tornar numa empresa com uma posição dominante. Face a estes pretextos não passa um dia sem que surja uma nova teoria da conspiração envolvendo a Google. Aquela que é vista como a "menina bonita" da Internet corre um sério risco de rejeição sendo que, em certa medida, emerge um sentimento anti-Google, são muitos os que lhe rogam pragas e alguns media organizam-se para fazer face ao seu poder mas, pelo menos por enquanto, apenas lhe fazem sombra...
A velocidade de crescimento da Google através das criações ou aquisições (Se não cria, compra!) e a sua propensão para o monopólio, motiva pânico similar e adversidades equivalentes que a Microsoft gerou ao longo dos anos.
A estas "dores de crescimento" acrescentam-se as suspeitas de eventuais favorecimentos dos resultados que a afectam. Apesar da questão da ética ser um dos enfoques da filosofia corporativa, é certo que poderá significar pouco. No entanto, ingenuidade minha ou não, não me parece que uma marca que goza de tamanha popularidade ponha em questão a sua credibilidade, sob pena de colocar em questão a sua longevidade.
Peripécias à parte, é um facto inegável que a Google se afirma, progressivamente como uma das marcas mais poderosas do mundo sendo, também a que tem maior potencial de crescimento. Durante a sua curta existência a Google superou todas as expectativas e num futuro próximo não é previsível que nenhuma outra empresa coloque em questão a sua primazia na Internet.
O que lhe reservará o futuro?
Objectivo Real - A implantação no mercado chinês está sem dúvida na mira da Google, pois não só este é o mercado onde a economia cresce mais rápido, como também é onde existem mais 100 milhões de utilizadores da Web.
Especulação - Há muitos que prevêem que, nos anos vindouros, a rivalidade assumida com a Microsoft irá conhecer novos contornos. No caso, suspeita-se que a Google prepara o lançamento de um sistema operativo. Todavia, pelo menos por enquanto, tal cenário não passa de uma mera especulação.
O grande voyeur
A começar pelo motor de busca e passando por tantos outros serviços, como o caso do Gmail, a Google detém mecanismos que lhe permite conhecer-nos, a todos nós que diariamente navegamos na Web. A Google reúne uma imensa base de dados, que permite conhecer o que utilizador, desde o que este quer, até ao que ele gosta, ouve, lê, come, bebe ou compra. Senão pense: há milhões de pessoas que passam diariamente pelo portal do Google.com e depositam naquela caixinha de pesquisa as suas aspirações, desejos e esperanças. Isto resulta num banquete de informações, que permite à empresa conhecer o que fazemos quando navegamos na Web, permitindo-lhe traçar um perfi fiel do utilizador. Assim, melhor do que qualquer organismo o Google integra as ferramentas essenciais para diagnosticar o mercado. Em consequência, o Gooogle sabe precisamente o que queremos, procuramos ou esperamos. Algo que é expressivo; senão refira-se o Google Zeitgeist, que semanalmente apresenta os temas mais procurados em todo o mundo.
Parte essencial de quem somos reflecte-se nos passos que damos na Web. Aí evidenciamos muito de nós, das nossas necessidades e desejos, através das conversas e pesquisas que efectuamos. Toda esta informação armazenada permite à Google um conhecimento profundo do nossas percepções e comportamentos. A Google conhece-nos, é facto, e com essa informação sabe exactamente em que "botões carregar" para nos cativar.
Na minha opinião, mais do que no facto de ter os profissionais mais competentes ou os maiores génios de informática, o poder da Google reside no conhecimento do que as pessoas querem e precisam. Este conhecimento confere-lhe uma assinalável vantagem, de tal forma que consegue até mesmo antecipar necessidades dos consumidores ainda não manifestadas. Nesta lógica, tal como afirmei num post anterior, os produtos da Google muito provavelmente estão talhados para o sucesso.
Toda esta imprescindível informação sobre o consumidor seria uma "galinha de ovos de ouro" para as empresas e para as marcas, pois permitir-lhes-ia alinhavar as necessidades diagnosticadas com as suas estratégias, potenciado assim o êxito destas. Senão repare, a empresa que iria lançar um perfume saberia de antemão quais as fragrâncias preferidas dos consumidores, quais as suas preferências em termos do design e da embalagem e, ainda, onde este gostaria de ver disponível o produto e qual a forma de pagamento mais conveniente.
Gmail e Orkut
Todas as mensagens que enviamos e recebemos, através do Gmail e a informação pessoal que debitamos no Orkut é armazenada nos servidores da Google, o que faz com que as nossas pesquisas sejam mais precisas, porque o Google sabe exactamente o que nos interessa. Isto permite ainda apresentar nas páginas de pesquisa anúncios à medida das nossas necessidades e interesses, o que aumenta a probabilidade de clicarmos na publicidade, e é daí que resulta 99% das receitas da Google.
Os media que se cuidem
A criação do Google News inaugurou a concorrência da marca com os media convencionais, de tal forma que já não é necessário recorrer a um jornal impresso para ter acesso a informação actualizada. O serviço de notícias da empresa está a revolucionar o segmento dos media, pois disponibiliza notícias actualizadas para "todos os gostos", englobando peças informativas de diversos sites. Por tudo isto me parece irónico que os media atribuam tanto destaque ao Google e às suas "conquista", aumentando a sua porpularidade. Aliás, não me parece muito inteligente dar tamanha visibilidade a um concorrente directo, com potencial para transformar os paradigmas actuais da comunicação social.
Além do Google News rumores dão conta que a marca se prepara para lançar uma agência de comunicação. Repito, os media que se cuidem e neste caso, muito em particular, a Reuters e a AFP (Agência de Notícias France Press que em 2005 processou o Google News por violação de direitos de autor).
Apesar do seu estrondoso sucesso nem tudo "são rosas" e a Google têm-se debatido, progressivamente com graves acusações, motivadas por questões relacionadas com a privacidade dos utilizadores e com o potencial de se tornar numa empresa com uma posição dominante. Face a estes pretextos não passa um dia sem que surja uma nova teoria da conspiração envolvendo a Google. Aquela que é vista como a "menina bonita" da Internet corre um sério risco de rejeição sendo que, em certa medida, emerge um sentimento anti-Google, são muitos os que lhe rogam pragas e alguns media organizam-se para fazer face ao seu poder mas, pelo menos por enquanto, apenas lhe fazem sombra...
A velocidade de crescimento da Google através das criações ou aquisições (Se não cria, compra!) e a sua propensão para o monopólio, motiva pânico similar e adversidades equivalentes que a Microsoft gerou ao longo dos anos.
A estas "dores de crescimento" acrescentam-se as suspeitas de eventuais favorecimentos dos resultados que a afectam. Apesar da questão da ética ser um dos enfoques da filosofia corporativa, é certo que poderá significar pouco. No entanto, ingenuidade minha ou não, não me parece que uma marca que goza de tamanha popularidade ponha em questão a sua credibilidade, sob pena de colocar em questão a sua longevidade.
Peripécias à parte, é um facto inegável que a Google se afirma, progressivamente como uma das marcas mais poderosas do mundo sendo, também a que tem maior potencial de crescimento. Durante a sua curta existência a Google superou todas as expectativas e num futuro próximo não é previsível que nenhuma outra empresa coloque em questão a sua primazia na Internet.
O que lhe reservará o futuro?
Objectivo Real - A implantação no mercado chinês está sem dúvida na mira da Google, pois não só este é o mercado onde a economia cresce mais rápido, como também é onde existem mais 100 milhões de utilizadores da Web.
Especulação - Há muitos que prevêem que, nos anos vindouros, a rivalidade assumida com a Microsoft irá conhecer novos contornos. No caso, suspeita-se que a Google prepara o lançamento de um sistema operativo. Todavia, pelo menos por enquanto, tal cenário não passa de uma mera especulação.


MSN ou Microsoft Service Network é, como a tradução à letra indica, uma rede de serviços oferecidos pela Microsoft, que integra as estratégias do gigante da informática, no que diz respeito às tecnologias da Internet.
A história deste motor de busca começa por obra de um acaso, em 1994, quando dois estudantes, candidatos a doutoramento em engenharia eléctrica, na Universidade de Stanford, iniciam como hobby a listagem dos seussites preferidos da Internet. Os estudantes eram David Filo e Jerry Yang que foram desenvolvendo o seu passatempono campus da própria universidade, dedicando mais tempo a este do que aos estudos e para espanto de ambos este meroentretenimento culminou num dos negócios mais extraordinários da Internet. O conceito da Yahoo! começou de forma simples - como a lista de links favoritos estava enorme, os dois estudantes resolveram dividi-la em categorias e depois em sub-categorias. Estava assim dado o mote para o Yahoo!. Inicialmente o site foi denominado de "Jerry´s Guide to the World Wide Web", mas pouco tempo depois iria ser substituído por Yahooque significa "Yet Another Hierarchical Officious Oracle", porém os seus criadores reclamam que o nome foi escolhido devido à sua definição geral, no caso expressão para entusiasmo. Desde logo o sucesso estava talhado para esta marca, sendo que no primeiro ano de existência o site ultrapassou a barreira de um milhão deacessos diários. De modo a potenciar o negócio, a empresa contratou profissionais experientes para aperfeiçoar, ainda mais, o serviço. A partir desse momento (1996) começaram a surgir outros serviços como o Yahooligans! e o Yahoo! torna-se mais global com o lançamento do Yahoo! Japão, Canadá,Reino Unido, Alemanha e França. Nesse ano, de 1996, é difundido a primeira campanha televisiva da marca, com um slogan publicitário que ficariafamoso: "Do you Yahoo!?". Em 1997, com a aquisição do RocketMail, o Yahoo! lança o Yahoo!Mail. Em Novembro desse ano atinge os 25 milhõesde utilizadores, transformand-se no site mais visitado do mundo. Ainda nesse ano surge o Yahoo!Sports, o Yahoo!Travel, o Yahoo! Classifieds e oYahoo!Chat. De 1997 até 1999 o Yahoo! "invade", definitivamente os cinco continentes com a criação de inúmeros sites oficiais nacionais e, nesse último ano é, ainda, criado o Yahoo!Messenger. O ano de 2001 assinala a aquisição do HotJobs e a criação do Yahoo!Groups. Após a aquisição do Inktomi em 2003, o Yahoo! passa a desenvolver a sua nova tecnologia de pesquisa, a qual foi lançada em Fevereiro de 2004. 