quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Perfil da Google

No seguimento do post anterior (23/10) impõe-se divagar um pouco mais sobre o domínio da Google sobre a Internet, algo que emerge como facto real e inegável. E se ainda lhe restam dúvidas aqui vão os factos:

O grande voyeur
A começar pelo motor de busca e passando por tantos outros serviços, como o caso do Gmail, a Google detém mecanismos que lhe permite conhecer-nos, a todos nós que diariamente navegamos na Web. A Google reúne uma imensa base de dados, que permite conhecer o que utilizador, desde o que este quer, até ao que ele gosta, ouve, lê, come, bebe ou compra. Senão pense: há milhões de pessoas que passam diariamente pelo portal do Google.com e depositam naquela caixinha de pesquisa as suas aspirações, desejos e esperanças. Isto resulta num banquete de informações, que permite à empresa conhecer o que fazemos quando navegamos na Web, permitindo-lhe traçar um perfi fiel do utilizador. Assim, melhor do que qualquer organismo o Google integra as ferramentas essenciais para diagnosticar o mercado. Em consequência, o Gooogle sabe precisamente o que queremos, procuramos ou esperamos. Algo que é expressivo; senão refira-se o Google Zeitgeist, que semanalmente apresenta os temas mais procurados em todo o mundo.
Parte essencial de quem somos reflecte-se nos passos que damos na Web. Aí evidenciamos muito de nós, das nossas necessidades e desejos, através das conversas e pesquisas que efectuamos. Toda esta informação armazenada permite à Google um conhecimento profundo do nossas percepções e comportamentos. A Google conhece-nos, é facto, e com essa informação sabe exactamente em que "botões carregar" para nos cativar.
Na minha opinião, mais do que no facto de ter os profissionais mais competentes ou os maiores génios de informática, o poder da Google reside no conhecimento do que as pessoas querem e precisam. Este conhecimento confere-lhe uma assinalável vantagem, de tal forma que consegue até mesmo antecipar necessidades dos consumidores ainda não manifestadas. Nesta lógica, tal como afirmei num post anterior, os produtos da Google muito provavelmente estão talhados para o sucesso.
Toda esta imprescindível informação sobre o consumidor seria uma "galinha de ovos de ouro" para as empresas e para as marcas, pois permitir-lhes-ia alinhavar as necessidades diagnosticadas com as suas estratégias, potenciado assim o êxito destas. Senão repare, a empresa que iria lançar um perfume saberia de antemão quais as fragrâncias preferidas dos consumidores, quais as suas preferências em termos do design e da embalagem e, ainda, onde este gostaria de ver disponível o produto e qual a forma de pagamento mais conveniente.


Gmail e Orkut
Todas as mensagens que enviamos e recebemos, através do Gmail e a informação pessoal que debitamos no Orkut é armazenada nos servidores da Google, o que faz com que as nossas pesquisas sejam mais precisas, porque o Google sabe exactamente o que nos interessa. Isto permite ainda apresentar nas páginas de pesquisa anúncios à medida das nossas necessidades e interesses, o que aumenta a probabilidade de clicarmos na publicidade, e é daí que resulta 99% das receitas da Google.


Os media que se cuidem
A criação do Google News inaugurou a concorrência da marca com os media convencionais, de tal forma que já não é necessário recorrer a um jornal impresso para ter acesso a informação actualizada. O serviço de notícias da empresa está a revolucionar o segmento dos media, pois disponibiliza notícias actualizadas para "todos os gostos", englobando peças informativas de diversos sites. Por tudo isto me parece irónico que os media atribuam tanto destaque ao Google e às suas "conquista", aumentando a sua porpularidade. Aliás, não me parece muito inteligente dar tamanha visibilidade a um concorrente directo, com potencial para transformar os paradigmas actuais da comunicação social.
Além do Google News rumores dão conta que a marca se prepara para lançar uma agência de comunicação. Repito, os media que se cuidem e neste caso, muito em particular, a Reuters e a AFP (Agência de Notícias France Press que em 2005 processou o Google News por violação de direitos de autor).


Apesar do seu estrondoso sucesso nem tudo "são rosas" e a Google têm-se debatido, progressivamente com graves acusações, motivadas por questões relacionadas com a privacidade dos utilizadores e com o potencial de se tornar numa empresa com uma posição dominante. Face a estes pretextos não passa um dia sem que surja uma nova teoria da conspiração envolvendo a Google. Aquela que é vista como a "menina bonita" da Internet corre um sério risco de rejeição sendo que, em certa medida, emerge um sentimento anti-Google, são muitos os que lhe rogam pragas e alguns media organizam-se para fazer face ao seu poder mas, pelo menos por enquanto, apenas lhe fazem sombra...
A velocidade de crescimento da Google através das criações ou aquisições (Se não cria, compra!) e a sua propensão para o monopólio, motiva pânico similar e adversidades equivalentes que a Microsoft gerou ao longo dos anos.
A estas "dores de crescimento" acrescentam-se as suspeitas de eventuais favorecimentos dos resultados que a afectam. Apesar da questão da ética ser um dos enfoques da filosofia corporativa, é certo que poderá significar pouco. No entanto, ingenuidade minha ou não, não me parece que uma marca que goza de tamanha popularidade ponha em questão a sua credibilidade, sob pena de colocar em questão a sua longevidade.
Peripécias à parte, é um facto inegável que a Google se afirma, progressivamente como uma das marcas mais poderosas do mundo sendo, também a que tem maior potencial de crescimento. Durante a sua curta existência a Google superou todas as expectativas e num futuro próximo não é previsível que nenhuma outra empresa coloque em questão a sua primazia na Internet.

O que lhe reservará o futuro?

Objectivo Real - A implantação no mercado chinês está sem dúvida na mira da Google, pois não só este é o mercado onde a economia cresce mais rápido, como também é onde existem mais 100 milhões de utilizadores da Web.

Especulação - Há muitos que prevêem que, nos anos vindouros, a rivalidade assumida com a Microsoft irá conhecer novos contornos. No caso, suspeita-se que a Google prepara o lançamento de um sistema operativo. Todavia, pelo menos por enquanto, tal cenário não passa de uma mera especulação.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

O Google, daqui a 15 anos

O fórum americano FARK lançou um tópico com a seguinte questão: Google (ou buscas no google), 15 anos no futuro, mais de 200 sugestões foram admitidas a votação. Exponho aqui algumas das mais caricatas:








Só para esclarecer, no cartaz pode-se ler a seguinte mensagem: "Will perform search for food".

Como tudo começou...a dar muito dinheiro!

Era uma vez,
"Antigamente", nos mais simples e inocentes meados dos anos 90, não era dada importância ao mercado das pesquisas online, como se percebeu pelas afirmações do estudioso Piper Jaffray's Safa Rashtchy, num relatório de investigação em Março de 2003. Segundo ele este seria um serviço da Internet como outro qualquer, por isso o melhor seria utilizar o sistema em outsource para outra empresa.
O Overture mudou isso tudo. Ao vender os direitos de uma pesquisa na Web para determinada palavra baseada num sistema de “cost-per-click”, esta empresa abriu a caixa de Pandora do lucro. A ideia fazia sentido: se você estivesse no mercado de raquetes de ténis e escrevesse “raquete de ténis” num motor de busca para comparar os produtos, uma lista de vendedores que acompanhasse os resultados da pesquisa seria provavelmente bem-vinda. Esses vendedores iriam querer a sua atenção e iriam competir economicamente entre si para a conseguirem. Quanto mais lucrativas as palavras, mais dispendioso seria para aparecerem no topo da lista numa página de resultados.
Construindo um melhor motor de busca atrair-se-ia uma maior audiência e, por conseguinte, haveria a possibilidade de se aumentarem as taxas cobradas. A visionária Google cedo se juntou à Overture .
Rashtchy estimava que a indústria da pesquisa online iria atingir cerca de 7 biliões de dólares em lucros em 2007, crescendo cerca de 35% por ano. Tais números atraíam muita atenção. Em 2003, a Yahoo!, que estava a utilizar a Google como fonte externa para o seu motor de busca, queria entrar em acção e pagou 1.63 biliões de dólares para comprar o Overture. Em Março de 2004 a Yahoo! deixou a Google e passou a utiliza exclusivamente o Overture, declarando oficialmente guerra à esta. Entretanto, rumores surgiram que o gigante adormecido - a Microsoft – tentou uma “facada” sem sucesso ao tentar adquirir a Google, e passou a utilizar os seus recursos “quase infinitos” para melhorar o seu próprio motor de busca.
A Google passou a rivalizar também a Yahoo! e a Microsoft no negócio do correio electrónico, oferecendo uma capacidade de armazenamento inédita (Gmail).
Também houve pressão de outros lados. As acções do motor de busca Mamma.com dispararam em 16 de Março de 2004 quando se descobriu que o bilionário da Internet Mark Cuban comprou 6.3% das acções da empresa. E não nos esqueçamos do Ask Jeeves que passou em pouco tempo de uns tostões para mais de 40 dólares por acção.
Para afastar antigos pretendentes do trono do mercado das pesquisas, a Google planeou e efectuou uma oferta pública inicial. A empresa, que inicialmente guardava para si quaisquer detalhes a nível financeiro, revelou a sua dimensão.
E a partir daí é a história que todos conhecemos...

A Google conhece-me melhor que a minha própria mãe?

Uma página básica com uma marca com o logo infantil e um pequeno espaço para uma linha de texto é a expressão, hoje em dia, do que existe de mais bem sucedido no mundo das marcas. A comprová-lo está o Financial Times que, através do estudo "Brandz - Top 100 Most Powerful Brands" (2007), demonstra a clara supremacia da marca Google a nível mundial.
A marca Google foi avaliada em 66, 4 biliões de dólares, sendo uma marca que teve um crescimento na ordem dos 77%.
Se dúvidas as havia, aqui fica evidenciado o poder extraordinário da Google, que de um mero motor de busca passou a deter um império ao nível tecnológico com ramificações para diversas áreas de negócio.
Indubitavelmente, esta é uma marca que goza de um amplo reconhecimento global, mesmo para quem não seja utilizador da Internet, certamente já ouvi falar ou viu o logo da marca. Se a Microsoft é sinônimo de software, a McDonalds sinónimo de fast-food ou a Gillette é o nome que se dá a qualquer barbeador, então a Internet é Google. Progressivamente esta lógica é rainha, pois nenhum dos concorrentes directos como, no caso, a Yahoo! (2º lugar no NetRating/Nielsen) ou o MSN (3º lugar no NetRatings/Nielsen) apresentam índices de competitividade que possam desafiar a primazia da Google na web.
A simplicidade e a eficiência são os traços dominante desta história de sucesso, que se prepara para conhecer novos desenvolvimentos com o lançamento de novos produtos e serviços muito certemente destinados ao sucesso, como é o caso do Google Phone (apresentado num post anterior - 29/08). Outro factor prevalente para o êxito da Google é a criação do PageRank pelos seus fundadores, que consiste num algoritmo de pesquisa, passível de englobar muitos mais sites e que apresenta, em primeiro lugar, os sites mais citados noutras páginas, tornando as pesquisas mais eficientes.
Assim, o que começou por ser um motor de busca é hoje muito mais que isso. É um programa que permite aceder a imagens terrestres de todo o mundo (Google Earth); é um serviço revolucionário de email (Gmail); é uma funcionalidade que permite fazer pesquisas em livros em formato digital (Google Book Search), um serviço de chat instantâneo (Google Talk); um serviço actualizado de notícias de milhares de sites (Google News) e muito, muito mais. De facto a era da Internet é um universo Google, que pelo vistos tem tendência a crescer.
Todavia, nem só de conquistas se escreve a história do Google pois, progressivamente, se tem debatido com problemas e acusações de má fé relacionadas com a propensão para o monopólio e com a privacidade dos seus utilizadores. Estas questões, além da concorrência com a Microsoft, são certamente os maiores desafios que marca enfrenta e irá continuar a enfrentar no futuro. Tal como aconteceu com a Microsoft, emerge um sentimento anti-Google, pois para muitos é claro que a Google caminha para se tornar uma segunda Microsoft, relativamente à questão do monopólio, o que tem motivado diveras teorias da conspiração. ( E os senhores da Microsoft agradecem por, neste sentido, as atenções se estarem a desviar deles para a Google.)
Next Big Brother - Transformar-se de "menina bonita" da Internet a Big Brother, capaz de conhecer todos os nossos passos online, é uma evidência que tem gerado críticas e dissabores para a Google. É de tal forma intrusiva a auscultação dos momentos online, que já admito que a Google conhece melhor os utilizadores que as suas próprias mães. Afinal sabe o que as pessoas gostam, o que elas ouvem, comem, bebem e lêem. E, em muitos dos casos, sabem-no quando, como e onde.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Motor de busca - Concorrente

MSN ou Microsoft Service Network é, como a tradução à letra indica, uma rede de serviços oferecidos pela Microsoft, que integra as estratégias do gigante da informática, no que diz respeito às tecnologias da Internet.
O Microsoft Network,criado em 1994 para os utilizadores do Windows 95, foi primariamente concebido para ser um grande BBS (Bulletin Board System) , ou seja um sistema informático, um software que permitiria a ligação via telefone a um sistema através do computador do utilizador, permitindo-lhe interagir com este, tal como hoje acontece com a Internet. Bill Gates, contrariamente à grande tendência da época, afirmava que a Internet não "passava de uma questão de moda" e que os grandes serviços online eram o futuro das conexões caseiras entre computadores pessoais, devido ao grande sucesso que era a America Online e a Compuserve. Entretanto, a baixa demanda fez com que o MSN se convertesse num ISP (Internet Service Provider - Serviço Acesso à Internet) distribuíndo conteúdo exclusivo para assinantes. Após 1997 o conteúdo começa, gradualmente, a ficar disponível para todos os assinantes.
Em 1996 confirmou-se que o MSN não conseguia vencer a concorrência, ficando atrás de alguns dispositivos de pesquisa que nem sequer existem actualmente. O ano de 1997 fica marcado pela grande campanha de marketing da Microsoft nos EUA e na Europa, que resulta na angariação de milhões de assinantes e posiciona o MSN no 6º lugar dos ISP, nos EUA. Em 1998 esta campanha é integrada no lançamento do Windows 98, contudo não alcança o mesmo que o do ano anterior. Em 1999, na Inglaterra, o MSN Inglês consquistara o primazia europeia no que diz respeito a ISP. É nessa altura que o foco do MSN muda para os portais.
O ano de 2001 fica marcado pela aguerrida campanha da Microsoft para promover o MSN Messenger, que era uma reprodução do já existente ICQ (programa de comunicação instantânea pela Internet, este foi pioneiro neste tipo de tecnologia tendo sido lançado em 1997, por uma empresa israelita). A campanha visava atrair, fundamentalmente o público jovem, o que justifica que a MTV tenha sido um dos canais privilegiados para difundir o serviço. Em 2003 o MSN Messenger tornou-se no mais utilizado pelos cibernautas, um sucesso que reflecte o facto de que muitas vezes o MSN é mais reconhecido por esta funcionalidade, do que propriamente por ser um motor de busca. Ainda em 2001 é introduzido o MSN Explorer, um browser baseado no Internet Explorer, visualmente mais apelativo para o público e com fácil acesso aos serviços do portal MSN.com, por forma a incentivar o seu uso. Apesar deste ter sido incorporado no Windows XP até 2002, actualmente foi descontinuado.
Em 2002 a Microsoft fez uma tentativa falhada ao tentar introduzir o MSN 8.0 como um software que englobasse o acesso rápido e expandido a todos os serviços mediante uma assinatura, no entanto esta estratégia não obteve qualquer sucesso. Em consequência, em 2003, esta iniciativa foi abandonada e o domínio MSN.com foi consagrado para o serviço de email gratuito, o Hotmail.
Mais recentemente o portal MSN (Microsoft Network) lançou o MSN Soapbox para rivalizar com o YouTube e, de modo, a disponibilizar acesso aos vídeos inseridos pelos próprios utilizadores. A maioria dos antigos serviços do MSN estão a ser transferidos para a marca Windows Live.
Hoje em dia o MSN ainda mantém grandes portais na Internet integrados pela tecnologia Net Passport, concentrando mais de vinte milhões de páginas. Através deste conglomerado de sites (que integra tudo da Microsoft até ao seu site corporativo) a marca ocupa o 3º lugar no ranking dos motores de busca mundiais (dados de Agosto de 2007 da Nielsen/NetRatings), sendo número dois em número de acesso nos EUA.

Exemplo de alguns dos serviços mais destacados do MSN:


CarPoint - Compra e venda de veículos
Cinemania - Portal de cinema
Encarta - Enciclopédia
Expedia - Agência de viagens
MSNBC - Serviço de notícias
MSN Gaming Zone - Jogos online
MSN Messenger - Chat instantâneo
MSN Soapbox - Partilha de vídeos
MSN Spaces - Rede social
Slate - Revista electrónica
The Plaza on MSN - Shopping

Motor de busca - Concorrentes

A história deste motor de busca começa por obra de um acaso, em 1994, quando dois estudantes, candidatos a doutoramento em engenharia eléctrica, na Universidade de Stanford, iniciam como hobby a listagem dos seussites preferidos da Internet. Os estudantes eram David Filo e Jerry Yang que foram desenvolvendo o seu passatempono campus da própria universidade, dedicando mais tempo a este do que aos estudos e para espanto de ambos este meroentretenimento culminou num dos negócios mais extraordinários da Internet. O conceito da Yahoo! começou de forma simples - como a lista de links favoritos estava enorme, os dois estudantes resolveram dividi-la em categorias e depois em sub-categorias. Estava assim dado o mote para o Yahoo!. Inicialmente o site foi denominado de "Jerry´s Guide to the World Wide Web", mas pouco tempo depois iria ser substituído por Yahooque significa "Yet Another Hierarchical Officious Oracle", porém os seus criadores reclamam que o nome foi escolhido devido à sua definição geral, no caso expressão para entusiasmo. Desde logo o sucesso estava talhado para esta marca, sendo que no primeiro ano de existência o site ultrapassou a barreira de um milhão deacessos diários. De modo a potenciar o negócio, a empresa contratou profissionais experientes para aperfeiçoar, ainda mais, o serviço. A partir desse momento (1996) começaram a surgir outros serviços como o Yahooligans! e o Yahoo! torna-se mais global com o lançamento do Yahoo! Japão, Canadá,Reino Unido, Alemanha e França. Nesse ano, de 1996, é difundido a primeira campanha televisiva da marca, com um slogan publicitário que ficariafamoso: "Do you Yahoo!?". Em 1997, com a aquisição do RocketMail, o Yahoo! lança o Yahoo!Mail. Em Novembro desse ano atinge os 25 milhõesde utilizadores, transformand-se no site mais visitado do mundo. Ainda nesse ano surge o Yahoo!Sports, o Yahoo!Travel, o Yahoo! Classifieds e oYahoo!Chat. De 1997 até 1999 o Yahoo! "invade", definitivamente os cinco continentes com a criação de inúmeros sites oficiais nacionais e, nesse último ano é, ainda, criado o Yahoo!Messenger. O ano de 2001 assinala a aquisição do HotJobs e a criação do Yahoo!Groups. Após a aquisição do Inktomi em 2003, o Yahoo! passa a desenvolver a sua nova tecnologia de pesquisa, a qual foi lançada em Fevereiro de 2004.

2005 foi o ano de lançamento do Yahoo!Podcast.Em 2006 a consultoria britânica InterBrands identificou que somente a marca Yahoo! estava avaliada em 4.54 bilhões de dólares, ocupando a 61ª posição no ranking das marcas mais valiosas do mundo. Todavia, contrariamente ao sucesso inicial, nos últimos anos a Yahoo! tem perdido competitividade no segmento dos motores de busca, algo que é expressivo nos últimos dados Nielsen/NetRatings de Agosto deste ano, os quais demonstram a óbvia supremacia da Google sobre a Yahoo:

Top 10 Search Providers by Searches, August 2007

Provider Searches Share of Total Searches (%)
1º Google 4,199,495 53,6%
2º Yahoo 1,561,903 19,9%

Motores de busca - O que são?


Um motor de busca é um website especializado em pesquisar e indexar páginas da Internet a partir de palavras-chave indicadas pelo utilizador.
Este dispositivo de pesquisa surgiu logo após o surgimento da Internt, com pretensão de prestar um serviço de extrema importância: a busca na web
da informação pretendida pelo utilizador, assim, desde o início, a intenção era a de apresentar resultados num breve espaço de tempo, de forma organizada e com eficiência. Diversas empresas começaram a operar em função deste pressuposto básico, acabando por gerar negócios de milhões de dólares. Entre as maiores do segmento encontram-se o Google, o Yahoo, o MSN, o Altavista e o Lycos.
A história dos motores de busca começa com aqueles que se baseavam na indexação de páginas através da sua categorização, tal como o Yahoo. Posteriormente surgiram as meta-buscas. Actualmente a nova geração de motores de busca, como o Google, utiliza variadas tecnologias como a procura por palavras-chave directamente nas páginas e o uso de referências externas espalhadas pela web, viabilizando até a tradução directa de páginas para a língua do utilizador. Além da pesquisa na web, o Google permite ainda a pesquisa dentro de um site.

Existem variados dispositivos de pesquisa:

Motores de busca globais pesquisam todos os documentos na rede e a apresentação de resultados é aleatória, dependendo do ranking de acesso aos sites. as informações podem referir-se a qualquer tema. Exemplos dos mais populares: o Google, o Yahoo e o MSN.

Motores de busca verticais realizam pesquisas "especializadas" em bases de dados próprias de acordo com as propensões. Geralmente, para estar incluído neste tipo de motores de busca é necessário pagar uma mensalidade ou um valor por clique. Deste género é exemplo o Sapo.

Guias locais tal como o nome indica são exclusivamente locais ou regionais. As informações referem-se a endereços de empresas ou prestadores de serviços. É dada prioridade ao resultado em função do destaque de quem contrata o serviço. Normalmente são registos e publicações pagas. É indicado para profissionais e empresas que desejem oferecer os seus produtos ou serviços numa região ou cidade.

Directórios de websites são índices de sites, normalmente organizados por categorias e sub-categorias. Têm como principal finalidade permitir ao usuário encontrar rapidamente os sites que deseja, através da pesquisa por categorias, e não por palavras-chave. Estes directórios geralmente possuem um sistema de pesquisa interna, que serve para que os utilizadoes possam encontrar sites dentro do seu próprio índice. Os directórios podem estar categorizados a nivel regional, nacional ou global, e até mesmo especializados em determinado assunto.